Cinemania

A princesa e o plebeu – Roman Holiday, USA 1953

Direção:  William Wyler

Roteiro:   Ian McLellan Hunter, John Dighton

Produção:  William Wyler

Música Original:  Georges Auric

Fotografia:   Henri Alekan, Franz Planer

Edição:  Robert Swink

Direção de Arte:  Hal Pereira, Walter Tyler

Figurino:   Edith Head

País:  USA

Gênero:  Drama, Romance

Prêmios: Academia de Hollywood  –  Oscar de Melhor História

Academia de Hollywood  –  Oscar de Melhor Atriz  (Audrey Hepburn)

Academia de Hollywood  –  Oscar de Melhor Figurino

Academia Britânica  –  Prêmio de Melhor Atriz Britânica  (Audrey Hepburn)

Globo de Ouro  –  Prêmio de Melhor Atriz – Drama  (Audrey Hepburn)

Indicações:  Academia de Hollywood  –  Indicado aos Oscars de Melhor Filme,

Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Edição, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte e Melhor Ator Coadjuvante  (Eddie Albert)

Academia Britânica  – Indicado ao Prêmio de Melhor Ator Estrangeiro  (Gregory Peck e Eddie Albert)

“A Princesa e o Plebeu” é uma excelente e divertida comédia romântica da Hollywood dos anos 50. Produzido e dirigido pelo grande cineasta William Wyler, o filme conta a história de uma jovem princesa que, em visita oficial à Roma, mas entediada com a rotina de sua extensa agenda, decide sair escondida do palácio onde se acha hospedada, para conhecer anonimamente, e de perto, a vida das pessoas comuns da cidade.

  

 

Já na rua e sob efeito de sedativos a princesa adormece no banco de uma fonte onde é encontrada pelo galante jornalista Joe Bradley – interpretado por Gregory Peck – O jornalista percebe o estado da moça e decide ajudá-la levando-a até seu apartamento para não ser presa pela polícia.

No dia seguinte o jornalista deveria realizar uma reportagem importante na entrevista coletiva com a princesa Ann. Mas dorme demais e perde a hora do compromisso. Atrasado segue correndo até o escritório de notícias em que trabalha e ao encontrar o patrão, o jornalista mente dizendo que foi a coletiva de imprensa na embaixada e realizou a entrevista. Porém ele é desmentido pelo chefe que mostra no jornal uma notícia de que a princesa está doente e cancelou todos os compromissos marcados em Roma. Ao ver a foto no jornal e perceber que abrigou no seu apartamento a princesa Ann, Joe Bradley vislumbra a chance de aproveitar a proximidade que tem com a alteza real: propor descaradamente ao chefe uma entrevista exclusiva e pessoal com a princesa pelo preço de 5 mil dólares.

Joe Bradley retorna a seu apartamento e reencontra a princesa, porém não conta a ela que sabe sua verdadeira identidade e a intenção de realizar a entrevista. Ann também mente para o jornalista contando a ele que trata-se de uma estudante foragida de um internato. 

Assim ambos, escondendo do outro quem é na realidade, e Irwin, fotógrafo e amigo de Joe, partem, como se fosse um feriado, para um passeio por Roma realizar um dos desejos da princesa: fazer o que quiser por um dia.

O feriado em Roma será para os personagens e o público um dia incitante de aventuras e surpresas, além do emocionante e inesperado – para os personagens – envolvimento amoroso entre o jornalista e a princesa.

  

Partindo de um magnífico roteiro, Wyler nos brinda com uma direção firme e eficiente.  Com uma bela fotografia em preto-e-branco, o filme é uma verdadeira festa para os olhos, tendo, além da beleza da atriz Audrey Hepburn, a não menos bela Roma – curiosidade: “A princesa e o plebeu” é um dos primeiros filmes a ter locação externa de filmagem realizada totalmente em ROMA – como pano de fundo.

 

 “A Princesa e o Plebeu” é o filme que apresenta a triunfante estréia de Audrey Hepburn no cinema americano, aos 24 anos, que lhe rendeu a conquista de um Oscar, de um Globo de Ouro e de um Prêmio da Academia Britânica. No elenco, além de Audrey, estão Gregory Peck – presença marcante e incorporada de charme – e Eddie Albert que presenteiam os cinéfilos com suas excelentes atuações. 

 

Curiosidades:

Primeiro filme estrelado por Audrey Hepburn, deu a atriz seu primeiro oscar.

O papel do jornalista Joe Bradley inicialmente oferecido e recusado por Cary Grant – dizem as más linguas, tomou esta atitude ao perceber que o protagonista e o destaque do filme seriam Audrey Hepburn – foi, então passado a Gregory Peck que jamais recusou qualquer trabalho no cinema. Em entrevista gravada no DVD do filme, o próprio Gregory Peck revela brincando que ao receber um roteiro cinematográfico já sentia quando o papel havia sido recusado por Cary Grant.

Uma das filhas do diretor William Wyler participa de uma das cenas do filme, a fonte em Roma, em que Gregory Peck tenta roubar a câmera de uma menina integrante de um grupo escolar que vista a cidade.

Por vários anos Ian McLellan Hunter não pode ser reconhecido como autor do roteiro do filme pois o roteirista passava por processo judicial sob a acusação de contribuir com ações nazistas.