Archive for the ‘educação’ Category

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CINECLUBE CIDADÃOS ARTISTAS CONVIDA:

23 de outubro de 2011

O Cineclube Cidadãos Artistas pela 4ª vez consecutiva participará da mostra cinematográfica DIA – Dia Internacional da Animação.

O roteiro da animação deste ano estendeu-se e na última semana de outubro de 2011 contemplará 4 cidades: Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, São Paulo e Suzano!

Confira toda a programação deste ano baixando o nosso encarte da divulgação: http://www.4shared.com/folder/8K1bhlsW/_online.html

Esperamos sua presença!

Abraços animados!

Fabi Menassi e Carlos Rogerio

Cineclube Cidadãos Artistas

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Curtametragem – Eu Não Quero Voltar Sozinho

10 de junho de 2011

Olá amig@ cinéfilo!

Esta postagem traz o curta brasileiro “Eu não quero voltar sozinho”. 

Ele criou polêmica devido ao teor de seu conteúdo e por isso foi proibido de ser exibido nas escolas.

Assista e depois diga sua opinião a respeito aqui no blog. Não deixe de comentar!

Em breve estarão publicadas aqui no CINEMANIA resenhas sobre filmes estrelados por Cary Grant. Fique a vontade para deixar sugestões de filmes deste grande astro hollywoodiano.

Abraços e até a próxima!

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Exibição do Cineclube Cidadãos Artistas: Samba Lenço e Verequete na Casa da Lagartixa Preta, Santo André – SP

22 de novembro de 2009

Homenageando e relembrando a consciência negra no mês de novembro de 2009 o Cineclube Cidadãos Artistas irá realizar dia 27, a partir das 21h30 a “Sexta Cineclubista” na Casa da Lagartixa Preta Malagueña Salerosa, em Santo André com exibição dos documentários:

SAMBA LENÇO – A MEMÓRIA ESTÁ NO CORPO

(São Paulo, 2009, vídeo, 20’, cor, exibição em DVD)

Direção: Ana Paula Quintino
 

Sinopse:

Diogo é integrante de uma família que preserva a memória da cultura africana por meio do toque, canto e dança do samba de lenço. O Samba Lenço é conhecido por seu samba tradicional e rural. Desde a década de 1970, a formação é passada de geração para geração. Hoje, conta com sambistas de todas as idades.

Uma apresentação do grupo Samba Lenço, de Mauá realizado realizado em 15/03/2009 no antigo Mercado da Vila de Paranapiacaba mostrada no documentário teve apoio técnico dos fundadores do Cineclube Cidadãos Artistas de Ribeirão Pires, Carlos Rogerio Amorim e Fabiana Menassi.

 

CHAMA VEREQUETE

A Obra faz parte do Projeto Cultura Pará 2006 “Verequete: o rei dos tambores” que inclui além do DVD, o CD com o título “Verequete é o rei” , e o livro “Verequete: o som dos tambores”.
Creditos: Roteiro e direção de Luiz Arnaldo Campos e Rogério Pereira; fotografia Marcelo Brasil; som direto Nicholas Hallet; montagem Paulo Leite; direção de arte Armando Queiroz; figurino Ronaldo Fayal; produção executiva Márcia Macedo.
Resumo: Chama Verequete é um documentário poético sobre o Vodun da música paraense, Mestre Verequete, que foi buscar seu nome artistíco no fundo dos terreiros do Tambor de Mina, um dos locais onde se materializa o sincretismo afro-caboclo-indígena, matriz da cultura amazônica. Chama Verequete é um filme conduzido pelas histórias e canções do Mestre, intercalado por intervenções ficcionais que documentam a luta do carimbó contra o preconceito e a discriminação, até a sua vitória final, com o reconhecimento público de sua condição de ritmo raiz do Pará. Chama Verequete é fruto do Prêmio Estímulo concedido pela Prefeitura Municipal de Belém em 1999. Foi finalizado no ano de 2000 e desde então corre pelas telas brasileiras anunciando a força dos tambores amazônicos.
Prêmio de Melhor Música no Festival de Gramado, Melhor Fotografia no Festival de Documentários de Santa Catarina, Melhor Fotografia de Curta Paraense no I Festival de Belém do Cinema Brasileiro, Melhor Curta Paraense no I Festival de Belém do Cinema Brasileiro e Menção Honrosa no Festival de Cinema de Curitiba.

SEXTA CINECLUBISTA  dia 27 de novembro de 2009 às 21h30

Casa da Lagartixa Preta Malagueña Salerosa

Rua Alcides de Queiroz, 161 – Bairro Casa Branca

Atividade Gratuita

Esperamos você lá!

 

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28 de outubro, DIA – Dia Internacional da Animação na Estância Turística de Ribeirão Pires, SP

18 de outubro de 2009


O DIA – Dia Internacional da Animação – é celebrado todos os anos sempre no dia 28 de outubro, data em que se comemora a primeira exibição pública de imagens animadas. Mais de 400 cidades do Brasil, organizadas pela Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA) e 30 países, como França, Estados Unidos, África do Sul, China e Austrália, que fazem intercâmbio de suas mostras participam da comemoração. É o maior evento simultâneo do gênero do mundo, que tem como principal objetivo difundir o cinema de animação, atraindo novos públicos e proporcionando aos espectadores o acesso a essa arte cinematográfica.
 

E em Ribeirão Pires, pelo segundo ano consecutivo, o evento será realizado pelo Cineclube Cidadãos Artistas em parceria com ARCA (Associação Ribeirãopirense de Cidadãos Artistas), FundAÇÃO KAH-HUM-KAH e Projeto Oficinativa que preparou uma programação especial: exibição de curtas-metragens nacionais e internacionais de desenhos animados e oficinas de técnicas de animação cinematográfica.

Todas as atividades são gratuitas.

 

Mais informações:

www.abca.org.br

cidadaosartistas@gmail.com

projetooficinativa@hotmail.com

fabi_menassi@yahoo.com.br

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Participação no documentário “Mestres da Gaita”, 2008 – Selecionado para a programação do Festival Internacional de Curtas-metragens 2009, Petrobrás

17 de outubro de 2009

Documentário, aprox. 20 min.

Olá amigo leitor, este texto postado aqui no blog conta um momento artístico-cultural e feliz de minha vida de 2004 à 2006 quando integrei a Orquestra Paulista de Gaitas. Este grupo existente há mais de 10 anos teve diversas formações ao longo deste tempo e sempre foi integrada por alunos que iniciaram sua formação com a gaita cromática na oficina do Tendal da Lapa coordenada pelo querido professor Luís Aude.

Em 2006 no Tendal da Lapa em São Paulo/SP – nosso local dos ensaios/encontros semanais – tivemos a inesperada visita da galera do Mundo em Foco – Jovem Mundo Social (http://mundoemfoco.org) que realizou por lá filmagens para um programa especial sobre as atividades do espaço cultural. O vídeo que o “Mundo em Foco” produziu da Orquestra Paulista de Gaitas tornou-se anos mais tarde o documentário “Mestres da Gaita” com narração do professor de gaita cromática Luís Aude.

O documentário – disponível para exibição no link:
http://www.kinooikos.com/acervo/videos/425/#ficha_tecnica – um dos selecionados para a programação do Festival Internacional de Curtas-metragens 2009 patrocinado pela Petrobrás cuja exibição ocorreu em agosto deste ano em diversas salas cinematográficas culturais importantes de São Paulo, é uma homenagem póstuma ao professor Luís Aude – falecido há alguns anos – e ao mestre Geraldo de Oliveira, ex-integrante do grupo musical “Titulares do ritmo”.

Mais do que tocar gaita a Orquestra Paulista de Gaitas significou uma experiência inexplicável para a razão dos dias de hoje, pois tinha particularidades que são verdadeiras lições de vida. A começar por seus mestres que apesar de suas limitações físicas – Luís que tocava gaita somente com uma mão e apesar de ter sua audição e visão prejudicadas e Geraldo que tem deficiência visual, mas com uma sensibilidade extraordinária para os sons e a música e capaz de te descrever fisicamente somente apertando sua mão – não mediram esforços para guiar seus pupilos e sensibilizar com suas fantásticas experiências do campo musical, a orquestra foi um espaço para encontrar vários amigos solidários em trocar experiências sonoras, materiais de estudo e principalmente carinho. O ensaio era um encontro de amigos, e mesmo tocando com um grupo muito experiente nunca deixei de sentir a humildade e a simplicidade de seus integrantes. Sentia muita honra de participar e conviver com a orquestra principalmente pela presença do Geraldo, um artista ímpar, que sempre contava muitas histórias interessantes sobre sua carreira no rádio e televisão com uma simplicidade inigualável; e pelo Luís, um educador incansável que acreditava sem excessão em todos os alunos que passaram por sua oficina. A confiança e a crença que estes dois mestres depositavam no grupo era evidente e certamente mantinha o grupo unido. E o documentário “Mestres da gaita” além de uma produção belíssima será uma homenagem mais do que merecida uma expressão fiel do trabalho destes dois grandes mestres.

Mestres da gaita

Sinopse
A importância da gaita e a amizade de dois mestres deficientes, responsáveis pela formação da Orquestra Paulista de Gaitas e mais de dois mil alunos

 

Orquestra Paulista de Gaitas (formação 2006) 

Os Mestres:

Luís Aude (in memoriam)
Geraldo Oliveira (in memoriam)

 

Os integrantes:

Paulo Souza (de Boné)
Fernando Alves (regente da orquestra)
Fabiana Menassi
Estevo Golveia
Benedito Atanazio
Rubia Ramos


Ficha técnica:
Rodrigo Santos Sousa – Direção/Edição
Rodrigo Mala Marques – Produção
Carolina Jarzinski – Câmera

Mundo em foco: contato@mundoemfoco.org

Orquestra Paulista de Gaitas http://opgaitas.blogspot.com

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“Como Estrelas na Terra – Toda Criança é Especial” (Taare Zameen Par – Every Child is Special)

1 de abril de 2009

Diferentemente do que costumo postar resolvi destacar no blog outros gêneros cinematográficos, ou seja um filme de Bollywood. Este é o primeiro filme indiano, que assisto, porém marcou de tal maneira que aguçou meu desejo de conhecer mais este universo do cinema. Por isso compartilho com vocês uma resenha do filme que espero, assim como o próprio filme, apreciem.

Do que foi mostrado no filme ficou marcado para mim, o modo como a arte e a educação são importantes ferramentas de estímulo ao desenvolvimento de uma pessoa quando aplicadas intencionalmente para a sua felicidade, independente do problema ou desvio que tiver.

taare-zameen-par-cd

Taare Zameen Par – filme da produção de Bollywood – conta a história de uma criança que sofre com dislexia e custa a ser compreendida. Ishaan Awasthi, de 9 anos, já repetiu uma vez o terceiro período (no sistema educacional indiano) e corre o risco de repetir de novo. As letras dançam em sua frente, como diz, e não consegue acompanhar as aulas nem focar sua atenção. Seu pai acredita apenas na hipótese de falta de disciplina e trata Ishaan com muita rudez e falta de sensibilidade. Após serem chamados na escola para falar com a diretora, o pai do garoto decide levá-lo a um internato, sem que a mãe possa dar opinião alguma. Tal atitude só faz regredir em Ishaan a vontade de aprender e de ser uma criança. Ele visivelmente entra em depressão, sentindo falta da mãe, do irmão mais velho, da vida… e a filosofia do internato é a de “disciplinar cavalos selvagens”. Inesperadamente, um professor substituto de artes entra em cena e tão logo percebe que algo de errado estava pairando sobre Ishaan. Não demorou para que o diagnóstico de dislexia ficasse claro para ele, o que o leva a por em prática um ambicioso plano de resgatar aquele garoto que havia perdido sua réstia de luz e vontade de viver. O filme é uma obra prima do até então ator e produtor Aamir Khan, já macaco velho nas bandas de Bollywood. Pela primeira vez, após a atuação em sucessivos filmes que lhe deram a fama em anos recentes, Khan quis arriscar-se como diretor e impressionou pela qualidade e sensibilidade neste filme. Ele não só dirige TZP, como produz, com sua Aamir Khan Productions, e também atua no papel do professor substituto. Ishaan Awasthi é interpretado pelo estreante Darsheel Safary, que também surpreendeu pela qualidade de sua atuação. Merecidamente, Safary ganhou o prêmio de melhor ator pela crítica, no mesmo Filmfare Awards deste ano de 2008. Virou celebridade. Além dos prêmios de melhor filme e melhor ator pela crítica, TZP ganhou também o prêmio de melhor direção, para Aamir Khan, e de melhor letra de música. O filme, embora não tenha as exóticas cenas de dança, tem músicas que aparecem como clipes, com imagens que não só ilustram a melodia, mas também fazem parte do decorrer da história. Dentre as músicas (muito boas, por sinal), Maa, que significa “mãe” em hindi, recebeu o prêmio de melhor letra.

Taare Zameen Par – Every Child is Special“, o que significa, exatamente, “Estrelas na Terra – Toda Criança é Especial“. Embora o filme fale diretamente sobre o caso de uma criança, ele é uma mensagem para o mundo sobre o verdadeiro papel de um educador e formação de um novo ser humano – veja que não digo professor, mas educador. Ao afirmar no título que toda e qualquer criança é especial, que são como estrelas na Terra, a proposta é trazer a idéia de que não podemos negligenciar a diversidade e preciosidade dos projetos de gente de nosso mundo, pois são eles que fazem o futuro.

O filme vai muito além de tocar na sensibilidade de ser criança e educador; ele manda uma mensagem de nosso papel como ser humano – o que na Índia não é tarefa fácil. Aliás, poucos são os próprios indianos que realmente reconhecem o valor desse filme, muito poucos.

Em muitos momentos, Aamir Khan optou por utilizar recursos caricatos para os personagens do filme, sobretudo em relação aos professores de ambas as escolas por que Ishaan passa. Ainda que personagens caricatos possam trazer um grau de irrealidade para a trama, em Taare Zameen Par a caricatura contribui para aumentar a sensação de sofrimento, opressão e incompreensão vivido pelo garoto disléxico. No conjunto, caricaturas e clipes de música ilustram uma ficção que de irreal nada tem; qualquer semelhança entre a ficção e a vida real é mera coincidência, diz, antes do filme começar. Mas o próprio professor Ram Shankar Nikumbh (interpretado por Aamir Khan) lembra às crianças que Einstein, Agatha Christie, Da Vinci e Tomas Edison eram disléxicos e sofreram na infância – TZP é história da vida real. Antes fosse apenas ficção.

Em Taare Zameen Par não há as típicas cenas de dança dos filmes de Bollywood; as músicas aparecem como clipes, mostrando cenas que complementam a história que está sendo contada naquele momento, porém sem diálogos. A primeira a aparecer, por exemplo, mostra a rotina da casa de Ishaan. Num outro momento, Ishaan sai pra rua e anda pela cidade (Mumbai), reparando em detalhes não usuais para uma simples criança de sua idade. Neste momento toca a música Mera Jahan, que, literalmente, significa Meu Mundo. É o que Ishaan vê e reconhece como fazendo parte integrante. Ao voltar pra casa ele elabora o que viu fazendo um desenho – a criatividade artísticas em disléxicos tende a ser mais aflorada, pela sua maneira distinta com que o mundo é compreendido. A música que ficou mais famosa, porém, foi Maa, que significa Mãe, como já disse anteriormente. Quando passa essa música, Ishaan acaba de chegar no internato e sofre demais – sua mãe também. Postarei este clipe pra vocês.

Numa outra música, com o título que dá nome ao filme, vemos o professor Ram Nikumbh em seu emprego na escola pra crianças especiais e depois partindo para a casa de Ishaan, onde irá conversar com seus pais. A música é longa e tão longo é todo esse momento, mas nem percebe-se a música tocar, dada a imensidão de informações passando. Porém, o detalhe mais importante desta passagem está no que faz Ram no caminho até a casa de Ishaan, que não vi indiano nenhum fazendo e nem sequer parando para refletir sobre. No ônibus, o professor ajuda uma mãe com seu bebê; depois, na beira da estrada, paga um chá com biscoitos à criança-empregada do estabelecimento. Em outro momento, andando ao lado da feira, pega a couve-flor que cai no chão. Coisas simples, mas indianos não costumam fazer coisas simples. Simples ajudas, mas indianos não costumam ajudar.

Taare Zameen Par vem também cumprir um importante papel na sociedade indiana. Não se trata de civilizar ou ocidentalizar, mas de trazer um pouco mais de humanidade para o coração hindustani, um pouco mais do senso de individuação, que de nada tem a ver com individualização. Talvez ainda além de mandar uma mensagem sobre o papel do educador, este filme ensina antes o que é ser pai, o que significa e o que implica em ter um filho. Ram Nikumbh, contestando o que o pai de Ishaan disse a ele em certo momento, deixa bem claro o que significa a palavra “cuidar”. E neste momento sublime, alerta para que não aconteça com Ishaan o que acontece com as árvores das Ilhas Salomão, que morrem após as pessoas ficarem gritando à sua volta. Aamir Khan fez uma obra-prima – e talvez a última também. Será difícil que ele faça um filme tão bom como esse de novo.

Texto extraído e adaptado do blog

http://cinemaindiano.blogspot.com/2008/06/como-estrelas-na-terra.html