Archive for the ‘drama’ Category

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A princesa e o plebeu – Roman Holiday, USA 1953

14 de abril de 2009

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Direção:  William Wyler

Roteiro:   Ian McLellan Hunter, John Dighton

Produção:  William Wyler

Música Original:  Georges Auric

Fotografia:   Henri Alekan, Franz Planer

Edição:  Robert Swink

Direção de Arte:  Hal Pereira, Walter Tyler

Figurino:   Edith Head

País:  USA

Gênero:  Drama, Romance

Prêmios: Academia de Hollywood  –  Oscar de Melhor História

Academia de Hollywood  –  Oscar de Melhor Atriz  (Audrey Hepburn)

Academia de Hollywood  –  Oscar de Melhor Figurino

Academia Britânica  –  Prêmio de Melhor Atriz Britânica  (Audrey Hepburn)

Globo de Ouro  –  Prêmio de Melhor Atriz – Drama  (Audrey Hepburn)

Indicações:  Academia de Hollywood  –  Indicado aos Oscars de Melhor Filme,

Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Edição, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte e Melhor Ator Coadjuvante  (Eddie Albert)

Academia Britânica  – Indicado ao Prêmio de Melhor Ator Estrangeiro  (Gregory Peck e Eddie Albert)

“A Princesa e o Plebeu” é uma excelente e divertida comédia romântica da Hollywood dos anos 50. Produzido e dirigido pelo grande cineasta William Wyler, o filme conta a história de uma jovem princesa que, em visita oficial à Roma, mas entediada com a rotina de sua extensa agenda, decide sair escondida do palácio onde se acha hospedada, para conhecer anonimamente, e de perto, a vida das pessoas comuns da cidade.

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Já na rua e sob efeito de sedativos a princesa adormece no banco de uma fonte onde é encontrada pelo galante jornalista Joe Bradley – interpretado por Gregory Peck – O jornalista percebe o estado da moça e decide ajudá-la levando-a até seu apartamento para não ser presa pela polícia.

No dia seguinte o jornalista deveria realizar uma reportagem importante na entrevista coletiva com a princesa Ann. Mas dorme demais e perde a hora do compromisso. Atrasado segue correndo até o escritório de notícias em que trabalha e ao encontrar o patrão, o jornalista mente dizendo que foi a coletiva de imprensa na embaixada e realizou a entrevista. Porém ele é desmentido pelo chefe que mostra no jornal uma notícia de que a princesa está doente e cancelou todos os compromissos marcados em Roma. Ao ver a foto no jornal e perceber que abrigou no seu apartamento a princesa Ann, Joe Bradley vislumbra a chance de aproveitar a proximidade que tem com a alteza real: propor descaradamente ao chefe uma entrevista exclusiva e pessoal com a princesa pelo preço de 5 mil dólares.

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Joe Bradley retorna a seu apartamento e reencontra a princesa, porém não conta a ela que sabe sua verdadeira identidade e a intenção de realizar a entrevista. Ann também mente para o jornalista contando a ele que trata-se de uma estudante foragida de um internato. 

Assim ambos, escondendo do outro quem é na realidade, e Irwin, fotógrafo e amigo de Joe, partem, como se fosse um feriado, para um passeio por Roma realizar um dos desejos da princesa: fazer o que quiser por um dia.

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O feriado em Roma será para os personagens e o público um dia incitante de aventuras e surpresas, além do emocionante e inesperado – para os personagens – envolvimento amoroso entre o jornalista e a princesa.

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Partindo de um magnífico roteiro, Wyler nos brinda com uma direção firme e eficiente.  Com uma bela fotografia em preto-e-branco, o filme é uma verdadeira festa para os olhos, tendo, além da beleza da atriz Audrey Hepburn, a não menos bela Roma – curiosidade: “A princesa e o plebeu” é um dos primeiros filmes a ter locação externa de filmagem realizada totalmente em ROMA – como pano de fundo.

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 “A Princesa e o Plebeu” é o filme que apresenta a triunfante estréia de Audrey Hepburn no cinema americano, aos 24 anos, que lhe rendeu a conquista de um Oscar, de um Globo de Ouro e de um Prêmio da Academia Britânica. No elenco, além de Audrey, estão Gregory Peck – presença marcante e incorporada de charme – e Eddie Albert que presenteiam os cinéfilos com suas excelentes atuações. 

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Curiosidades:

Primeiro filme estrelado por Audrey Hepburn, deu a atriz seu primeiro oscar.

O papel do jornalista Joe Bradley inicialmente oferecido e recusado por Cary Grant – dizem as más linguas, tomou esta atitude ao perceber que o protagonista e o destaque do filme seriam Audrey Hepburn – foi, então passado a Gregory Peck que jamais recusou qualquer trabalho no cinema. Em entrevista gravada no DVD do filme, o próprio Gregory Peck revela brincando que ao receber um roteiro cinematográfico já sentia quando o papel havia sido recusado por Cary Grant.

Uma das filhas do diretor William Wyler participa de uma das cenas do filme, a fonte em Roma, em que Gregory Peck tenta roubar a câmera de uma menina integrante de um grupo escolar que vista a cidade.

Por vários anos Ian McLellan Hunter não pode ser reconhecido como autor do roteiro do filme pois o roteirista passava por processo judicial sob a acusação de contribuir com ações nazistas.

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Bonequinha de Luxo – Breakfast at Tiffany´s, USA 1961

26 de março de 2009

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Título Original: Breakfast at Tiffany’s
Gênero: Drama
Tempo de Duração:115 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1961
Estúdio:Paramount Pictures / Jurow-Shepherd
Distribuição:Paramount Pictures
Direção: Blake Edwards
Roteiro:George Axelrod, baseado em livro de Truman Capote
Produção:Martin Jurow e Richard Shepherd
Música:Henry Mancini
Fotografia:Franz Planer e Philip H. Lathrop
Direção de Arte:Roland Anderson e Hal Pereira
Figurino:Hubert de Givenchy e Pauline Trigere
Edição:Howard A. Smith

Um motivo bastante forte e convincente para assistir este filme é a excelente atuação da atriz Audrey Hepburn (da qual sou fã há anos – desde que assisti My Fair Lady). O rosto de Audrey, que para muitos cinéfilos é inesquecível e transparece várias qualidades: carisma, irreverência, elegância e contagiante alegria dá graciosidade a sua personagem.

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O filma conta a história de Holly Golightly (interpretada por Audrey Hepburn), uma garota de programa que sonha em se casar com um milionário. Dividida entre inocência, ambição e futilidade, para fugir dos problemas toma seus cafés da manhã em frente à famosa joalheria Tiffany`s – daí o nome original do filme. 

Os planos da personagem de se tornar rica mudam quando conhece Paul Varjak (George Peppard), um jovem escritor bancado pela amante, que se torna seu vizinho e com quem se envolve. Apesar do interesse em Paul, Holly reluta em se entregar a um amor que contraria seus objetivos de casar com um milionário.

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Cenas inocentes e emocionantes – como o passeio a joalheria Tiffany´s onde os dois procuram um presente barato; Holly e Paul roubam da loja máscaras de criança; e o momento em que Holly descansa sobre o colo de Paul – marcam a amizade entre os dois. O gigolô surpreendentemente se transforma quando passa a conviver com Holly, redescobre nas pessoas e na vida a inocência e o amor. 

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O encanto do filme está nos diálogos e na inocência que expressa uma amizade entre dois personagens “errados” – uma garota de programa e um gigolô. O filme seria chocante para a época de seu lançamento, mas o caminho que este segue o conduz totalmente a sofisticação.

O filme também possui uma trilha sonora inesquecível “Moon River” (uma das primeiras músicas que aprendi a tocar com meu professor de gaita cromática) – especialmente composta para a atriz Audrey Hepburn, que muitos diziam não saber cantar.

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Agonia e êxtase – The agony and ecstasy, USA – 1965

20 de março de 2009

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Direção:  Carol Reed 

Roteiro:   Philip Dunne

Produção:  Carol Reed

Música Original:  Alex North, Jerry Goldsmith, Franco Potenza

Fotografia:   Leon Shamroy

Edição:  Samuel E. Beetley

Design de Produção:  John DeCuir

Direção de Arte:  John DeCuir. Jack Martin Smith

Figurino:   Vittorio Nino Novarese

Efeitos Especiais:  L. B. Abbott, Emil Kosa Jr.

Efeitos Sonoros:  James Corcoran

Gênero:  Drama, Biografia

Início de 1508 (período do Renascimento) o artista Michelangelo Buonarroti é chamado ao Vaticano (Roma) pelo papa Julio II para pintar o teto da capela Sistina.

Michelangelo que se considera um artista escultor e não se acha familiarizado com afrescos tenta fugir da encomenda e idéia do papa Julio II: pintar os doze apóstolos complementados com elementos decorativos.

O famoso e admirado arquiteto do período do Renascimento, Donato Bramante, por inveja e desejo de arruinar a carreira de Michelangelo induz o papa que pressiona ainda mais o artista que contrariado inicia a pintura do afresco no teto da capela.

Insatisfeito com seus primeiros esboços, Michelangelo os destrói, desaparece de Roma e vai para Carrara refletir. Sua atitude deixa furioso o papa Julio II que ordena que o artista seja caçado em toda a Itália.

A cena clássica e marcante do filme – a visão das nuvens, em Carrara – mostra a  inspiração de Michelangelo que vislumbra nas nuvens várias imagens que o estimulam a realizar o trabalho do afresco no teto da capela Sistina.

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Após contemplar a visão que o faz idealizar outra composição artística para o afresco, Michelangelo vai para o campo de batalha em busca do papa que está em mais uma missão de conquista de novos territórios para Roma. O pontíficie apesar de ser contra a modificação de sua idéia para o afresco, se rende a proposta de Michelangelo depois de muita insistência do artista.

O trabalho da pintura do afresco se inicia, porém avança lentamente, o que provoca a impaciência do papa Julio II. As constantes perturbações do pontíficie com a demora da finalização da obra e com a arte – figuras humanas desnudas – de Michelangelo no afresco provocam discussões entre eles.

Após trabalhar noite e dia na obra e ficar sem comer durante uma semana, Michelangelo cai doente, que apesar de receber cuidados de uma amiga, continua sem condições físicas para trabalhar. Entretanto, ele reassume a pintura quando descobre que o papa quer passá-la a outro artista.

Depois de quatro anos a pintura finalmente é concluída. E o papa Julio II encomenda a Michelangelo a idéia de uma pintura da cena do Juízo Final na parede que fica por trás do altar da capela Sistina.

Baseado no livro de Irving Stone é um excelente filme sobre uma das maiores obras de arte da história humana: a pintura do teto da capela Sistina. Representa o período do século XVI um dos mais fascinantes da história universal.

Agonia e êxtase mostra a relação de confito e amizade de dois homens – Michelangelo que vive para a arte e o papa para Deus – em torno de uma magnífica e inesquecível obra de arte. Contemplando a obra de arte finalizada, o próprio papa reconhece em Michelangelo um verdadeiro sacerdote de Deus e da arte.

Fascinante e comovente, o filme é interessante para estudantes de arte e curiosos, é uma visão romântica sobre a realização de uma das maiores obras de arte da história da humanidade. Ele mostra belas imagens de Florença, com suas torres, catedrais e estátuas, assim como o desenrolar do conflito entre dois homens faz nascer a monumental obra de arte; no filme é mostrada uma das cartacterísticas marcantes da igreja católica: acúmulo e usufruto de diversas posses materiais – representadas nas cenas de guerra e a postura do papa que luta à frente de batalha para conquistar mais territórios para Roma e a igreja.

Os destaques do filme são as atuações do grandioso ator Rex Harrison (My Fair Lady, Ana e o rei do Sião) como papa Julio II e de Charlton Heston como Michelangelo.

O filme recebeu indicações para o Globo de Ouro pelo roteiro e para o Oscar por fotografia, som, figurino, direção de arte e trilha musical. (Alex North).

CURIOSIDADE:

Processo de execução do afresco:

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São furados os contornos (feitos com carvão) do desenho

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Gesso é aplicado sobre a parede

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Batendo um pano sobre o papel o pó do carvão se espalhará e penetrará os furos do papel

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O molde é retirado e o desenho fica marcado sobre o gesso

Teto da capela Sistina - Roma

Teto da capela Sistina - Roma